Quase toda a relva sintética do mercado usa um de três materiais de fibra: polietileno, polipropileno ou nylon. Cada um tem um perfil diferente de maciez, resistência e durabilidade, e a escolha entre eles explica mais da vida útil de um relvado do que a altura ou o peso — os dois números que os folhetos comerciais costumam destacar.
Polietileno (PE): o padrão do jardim
É o material mais usado em relva sintética residencial e de paisagismo, e é o que está em praticamente todos os relvados de jardim aplicados em Lisboa, Cascais e Sintra. É macio ao toque, flexível, e com bom tratamento de proteção UV mantém a cor durante uma vida útil típica de 12 a 18 anos.
O polietileno tem uma vantagem prática que raramente se menciona: quando aquece ao sol, continua a ser confortável de pisar descalço durante mais tempo do que fibras mais rígidas, porque dobra em vez de resistir. Para um relvado à volta de uma piscina ou numa zona de crianças, essa diferença conta mais do que qualquer número de catálogo. Ver relva sintética em piscinas.
Polipropileno (PP): mais rígido e mais barato
Mais rígido e mais barato de produzir do que o polietileno, mas também menos resistente à abrasão e aos raios ultravioleta. Amolece a temperaturas relativamente baixas em exposição direta e continuada, o que em superfícies viradas a sul num verão português é uma limitação real. A vida útil é tipicamente mais curta, na ordem dos 8 a 12 anos.
Onde o polipropileno faz sentido é no fio de encaracolado — o filamento curto e enrolado que muitos modelos colocam por baixo da fibra principal, para dar volume e ajudar a manter os fios direitos. Nessa posição não está exposto ao sol nem ao pisar direto, e cumpre bem a função por um custo baixo. O sinal de alerta é encontrá-lo como material de toda a superfície de contacto.
Nylon (poliamida): o mais resistente e o menos confortável
O mais resistente dos três e o que tem melhor memória: recupera a posição vertical mesmo depois de esmagamento intenso e repetido. Também é o mais caro e o menos macio ao toque. Usa-se sobretudo em relva desportiva de alta exigência e em zonas de passagem muito intensa, onde a resiliência conta mais do que o conforto. Vida útil típica de 15 a 20 anos em condições de uso adequadas.
| Fibra | Maciez | Resistência UV | Vida útil típica | Uso mais comum |
|---|---|---|---|---|
| Polietileno | Alta | Boa | 12–18 anos | Jardim residencial |
| Polipropileno | Média-baixa | Moderada | 8–12 anos | Gamas de entrada e fio de encaracolado |
| Nylon | Baixa | Muito boa | 15–20 anos | Relva desportiva de alta exigência |
Faixas de referência gerais do setor — a vida útil real depende também da qualidade do tratamento UV aplicado e da intensidade de uso. Ver Durabilidade para os fatores que mais pesam na prática.
O material sozinho não chega
Duas relvas de polietileno podem comportar-se de maneira completamente diferente ao fim de cinco anos, e a razão está no que se acrescenta ao material durante o fabrico. Os estabilizadores UV são aditivos misturados no plástico antes da extrusão e não se veem nem se sentem — só aparecem na ficha técnica e na garantia do fabricante.
É por isso que comparar duas amostras ao toque, na loja, é enganador. O toque diz-lhe qual é mais macia hoje; não diz qual estará igual dentro de sete verões. Ver como é fabricada a relva sintética para perceber em que momento do processo estes aditivos entram.
Independentemente do material, a fibra pode ser trabalhada em monofilamento (fio único, mais resistente) ou fibrilado (feixe de filamentos que se abre em rede, dá volume). Muitos modelos combinam os dois na mesma relva. Ver Monofilamento vs fibrilado.
As gamas que aplicamos estão descritas em produtos, com composição e garantia do fabricante. Se quiser comparar amostras no seu próprio espaço, com a luz e o uso reais, fale connosco pelo WhatsApp ou peça um orçamento.
