A relva sintética desportiva costuma ser classificada por "gerações" — uma forma de descrever a evolução da tecnologia, da mais antiga (2G) à mais recente (4G).
2G — segunda geração
Base de areia, fibra curta (tipicamente abaixo de 24mm). Usada sobretudo em hóquei, onde uma superfície mais rápida e mais baixa é preferível.
3G — terceira geração
Combina fibra mais alta (40 a 65mm) com areia de estabilização e granulado de borracha como enchimento — é a configuração mais comum em campos society e multiuso, incluindo futebol e ráguebi de treino.
4G — quarta geração
Mais densa do que a 3G, desenhada para funcionar sem necessidade de enchimento de borracha. É a tecnologia mais recente do setor — ainda não tem uma normalização oficial amplamente reconhecida equivalente à EN 15330 que já cobre 2G e 3G, o que significa mais variação entre fabricantes.
Com o Regulamento (UE) 2023/2055 a restringir o enchimento de granulado a partir de 2031, sistemas 4G sem enchimento tornam-se uma alternativa cada vez mais considerada para novos campos desportivos. Ver Normas e certificações.
Para a norma técnica que regula estas superfícies (absorção de impacto, controlo de deslize, ressalto de bola), ver Normas e certificações. Para aplicação prática por modalidade, ver Futebol e Multidesportivo.
O que cada geração mede na prática
| Geração | Altura da fibra | Enchimento | Modalidade típica |
|---|---|---|---|
| 2G | Até cerca de 24 mm | Só areia | Hóquei em campo |
| 3G | 40 a 65 mm | Areia e granulado | Futebol, society, râguebi de treino |
| 4G | 40 a 60 mm, mais densa | Sem enchimento | Futebol e multiuso |
A designação por gerações é comercial e não normativa: o que vale para homologação é o ensaio do sistema instalado. Ver normas e certificações.
A camada elástica, que não aparece no nome
Entre a base e a relva existe, em muitos campos, uma camada elástica — painéis ou camada aplicada in situ — que absorve grande parte do impacto. Num sistema 4G sem enchimento, é ela que faz o trabalho que o granulado fazia.
Isso tem uma consequência de orçamento que se subestima: o que se poupa em granulado gasta-se em camada elástica e em fibra mais densa. A vantagem do 4G não é custo — é não ter de converter o campo mais tarde. Ver preparação de base e drenagem.
O que perguntar ao escolher um sistema
Quatro perguntas separam propostas comparáveis de propostas que só parecem comparáveis. Qual é o ensaio de conformidade do sistema completo e quem o emitiu. Que camada elástica está incluída. Que quantidade de enchimento está prevista, em kg/m². E qual é o plano de manutenção recomendado pelo fabricante.
Sem estas quatro respostas, comparar preços por m² entre propostas não significa nada. Ver construção de campos desportivos.
Porque a designação por gerações engana
É uma classificação comercial, não normativa. Não existe nenhuma entidade que ateste que um produto é 4G, o que significa que dois fabricantes podem usar o mesmo rótulo para sistemas bastante diferentes. É por isso que a etiqueta não deve entrar na decisão sem os números por trás.
O que vale é o ensaio: absorção de choque, deformação vertical, rolamento e quique da bola e resistência rotacional, medidos no sistema completo. Duas propostas ambas rotuladas 3G podem ter resultados muito diferentes nestes ensaios — e é aí que está a diferença de preço.
Do lado prático, há ainda a questão do histórico. A 3G tem duas décadas de campos instalados e de problemas conhecidos; a 4G tem muito menos. Para quem decide com dinheiro público, essa diferença de maturidade conta. Ver reformas e requalificação.
Fazemos o dimensionamento do sistema, da base ao enchimento, com a documentação de conformidade. Ver relva sintética desportiva ou fale connosco pelo WhatsApp.
