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Como escolher relva sintética: o caminho de decisão em 6 passos

Não há uma relva sintética melhor — há a certa para o seu espaço. Seis decisões, por esta ordem, cobrem quase tudo.

Escolhe-se relva sintética por esta ordem: uso do espaço → altura da fibra → densidade e dtex → backing → cor e acabamento → orçamento. A ordem importa mais do que os números: começar pela altura ou pelo preço por m² é o erro que mais tarde obriga a substituir o relvado antes do tempo.

1. Uso: o que vai acontecer neste espaço

Esta é a única pergunta que não se pode responder com uma ficha técnica. Um jardim onde só se passa a pé duas vezes por semana tolera uma fibra alta e macia sem se preocupar com recuperação. Um relvado onde correm crianças e um cão todos os dias precisa de uma fibra que se levante depois de ser pisada — ou seja, de mais densidade e de melhor recuperação, não necessariamente de mais milímetros.

Vale a pena ser específico: quantas pessoas, com que frequência, com ou sem animais, ao sol ou à sombra, sobre terra ou sobre laje. Cada uma destas respostas elimina modelos.

2. Altura da fibra

Como regra prática: 12 a 20mm para terraços e circulação intensa; 25 a 35mm para jardim de uso familiar; 35 a 50mm só para zonas de contemplação ou uso desportivo. Atenção a um pormenor das fichas comerciais: alguns modelos designam a altura total, com o suporte, e não a altura útil da fibra — a diferença pode ser de 2 ou 3mm. Ver como se mede a altura.

3. Densidade e dtex

A densidade é o número de tufos por metro quadrado — decide se o relvado parece cheio ou ralo. O dtex mede a espessura de cada filamento — decide se o fio aguenta ser esmagado sem quebrar. Nenhum dos dois serve isolado.

O valor que resume os dois é o peso de fibra em gr/m². Entre dois modelos da mesma altura, o que tiver mais peso de fibra tem mais material a trabalhar por si — é o número mais honesto para comparar propostas de fornecedores diferentes.

4. Backing e permeabilidade

A parte que nunca se vê e que decide se a relva perde fibra aos molhos ao quinto ano. Interessa saber se o revestimento é de látex ou de poliuretano, se tem reforço em rede ou véu de fibra, e qual a permeabilidade em L/min/m² — a maioria dos modelos fica entre 30 e 60. Num terraço sobre laje ou junto a uma piscina, este número passa a ser dos primeiros a verificar, não dos últimos.

5. Cor e acabamento

É aqui que se decide se o relvado "engana" ou não. Fibra bicolor, tricolor ou com mais tons mistura verdes com tons de palha e reproduz a variação de um relvado real; verde uniforme denuncia-se de imediato. Conta também o brilho — um acabamento mate é muito mais convincente ao sol — e a estrutura do filamento, que define se a fibra se ergue em bouquet depois de escovada ou fica deitada.

Esta etapa faz-se com amostra na mão, ao ar livre, e não com fotografias. Uma cor que parece perfeita num ecrã pode ficar demasiado saturada num pátio com muito sol direto.

6. Orçamento, incluindo a instalação

O preço do rolo (5 € a 24 €/m²) é a parte pequena da conta. A instalação acrescenta 25 € a 65 €/m² e é onde está a variação real, porque depende do estado do terreno. Total instalado, na área de Lisboa: 45 € a 90 €/m². Faixas completas em quanto custa relva sintética instalada, e o método para pôr propostas lado a lado em comparar orçamentos.

Resumo: o caminho de decisão

UsoAlturaDensidade mínimaPrioridade técnica
Varanda, terraço pequeno12 – 20mm15.000 pontos/m²Firmeza e facilidade de limpeza
Circulação, condomínio, escola18 – 25mm19.000 pontos/m²Resiliência e recuperação
Jardim familiar25 – 35mm20.000 pontos/m²Equilíbrio entre conforto e resistência
Zona de estar, contemplação35 – 50mm20.000 pontos/m²Peso de fibra, cor e acabamento mate
Animais de estimação20 – 30mm20.000 pontos/m²Permeabilidade do backing
Campo desportivo40 – 60mmEspecificação própriaEnchimento e conformidade com a EN 15330-1

Valores orientativos para uso residencial e coletivo. Para relva desportiva, a lógica é outra — a altura segue a modalidade e o enchimento, não o gosto. Pode confrontar esta tabela com a ficha técnica real de cada modelo da nossa gama de relva sintética, e ver como se lê uma ficha em ficha técnica.

Os dois erros que mais aparecem

O primeiro é escolher pela altura, a partir de uma fotografia: 40mm numa zona de passagem diária deita-se e parece pior do que 25mm bem escolhidos. O segundo é comparar propostas apenas pelo preço do rolo, sem olhar ao peso de fibra nem ao que está incluído na preparação do terreno — e é aí que dois orçamentos com o mesmo valor podem ser trabalhos completamente diferentes.

Prefere que percorramos isto com o seu caso?

Na visita técnica avaliamos o uso previsto, a exposição solar e o estado do terreno, e recomendamos o modelo com a ficha técnica ao lado. Fale com a nossa equipa pelo WhatsApp ou peça um orçamento.

Perguntas frequentes

Dúvidas rápidas sobre o assunto

Por onde começar a escolher relva sintética?

Pelo uso do espaço, nunca pela altura nem pelo preço. É o uso que define a altura aceitável, a densidade mínima e o tipo de fibra. Escolher primeiro os milímetros, a partir de uma fotografia, é o erro mais comum e o mais caro de corrigir.

Que números devo comparar entre duas fichas técnicas?

Altura da fibra em mm, densidade em pontos/m², dtex, peso de fibra em gr/m², tipo de backing e permeabilidade em L/min/m². O peso de fibra é o mais revelador de todos, porque combina densidade, altura e espessura do filamento num único valor.

Densidade alta ou altura alta, se tiver de escolher?

Densidade, em qualquer espaço que seja usado todos os dias. Uma relva alta e pouco densa deita-se e parece rala ao fim de uma estação; uma relva mais baixa e muito densa mantém-se cheia durante anos. A altura só ganha prioridade em espaços de contemplação.

Vale a pena pagar mais por uma gama superior?

Depende do uso e de quanto tempo quer que dure. A diferença entre gamas está sobretudo no peso de fibra, na estrutura do filamento e na garantia do fabricante, e isso traduz-se em anos de vida útil. Num espaço de uso ligeiro, uma gama de entrada pode ser a escolha racional.

Posso decidir sem ver amostras?

Não é aconselhável. Cor e brilho variam muito entre modelos e a fotografia nunca reproduz isso com fidelidade. Veja sempre a amostra ao ar livre, em luz natural, e de pé em vez de na mão.

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