A permeabilidade mede a quantidade de água que atravessa o relvado por minuto, por metro quadrado (L/min/m²). É um dos números que aparece nas fichas técnicas para garantir que o relvado não fica encharcado depois de chuva forte.
Valores típicos de mercado
A maior parte dos modelos situa-se entre os 30 e os 60 L/min/m². No catálogo próprio da Primegramas, os valores rondam os 40 a 60 L/min/m², consoante o modelo — dentro da faixa considerada adequada para uso residencial e a maior parte das aplicações exteriores.
O backing determina a capacidade — a instalação determina o resultado
O backing tem os furos que permitem à água passar, mas isso só resolve metade do problema: se a base por baixo não tiver drenagem adequada, a água atravessa a relva e fica retida por baixo dela na mesma. Um relvado com excelente permeabilidade instalado sobre uma base mal preparada continua a encharcar.
Onde a permeabilidade pesa mais
Zonas junto a piscinas, terraços sobre laje e qualquer espaço onde a água não tem para onde ir facilmente são os casos em que vale a pena confirmar este número com atenção antes de decidir.
Porque o número da ficha quase nunca é o problema
Vale a pena pôr isto em perspetiva. Os valores das fichas — entre 30 e 60 litros por minuto e por metro quadrado — correspondem a intensidades de chuva muito superiores às que ocorrem em Portugal, mesmo nos episódios mais violentos. Por isso, na prática, a permeabilidade da relva raramente é o fator limitante.
O que limita é o que está por baixo. Um sistema drena à velocidade do seu elo mais fraco, e esse é quase sempre a base: terra compactada, ausência de camada drenante, ou falta de pendente para conduzir a água até uma saída. Ver sub-base.
Os três pontos onde a drenagem falha
| Onde falha | Sintoma | Correção |
|---|---|---|
| Backing colmatado | Água fica à superfície, sobre a fibra | Lavagem; evitar areia com finos |
| Base sem camada drenante | Superfície mole e húmida muito depois da chuva | Levantar e refazer a base |
| Sem pendente ou sem saída | Poça sempre no mesmo sítio | Corrigir caimento ou abrir escoamento |
Quando a permeabilidade da relva importa mesmo
Há dois casos em que o número da ficha conta. O primeiro é relva assente sobre betão ou laje, onde não existe base drenante e toda a água tem de sair pela superfície até um ralo. O segundo são espaços com animais, onde a urina tem de atravessar depressa para não gerar odor.
Nestes casos vale a pena escolher um modelo na parte alta da faixa e garantir que o enchimento não colmata os furos. Ver eliminar odor de urina.
Só faz sentido falar de "relva permeável" se o conjunto — backing + sub-base + caimento — funcionar em conjunto. Peça sempre confirmação de como vai ser feito o escoamento na visita técnica, não só o número da ficha do produto.
Como testar a drenagem antes e depois da obra
Antes da obra há um teste simples que evita surpresas: abrir um buraco com cerca de 30 cm de profundidade no ponto mais baixo do terreno, enchê-lo de água e ver quanto tempo demora a escoar. Se a água ainda lá estiver algumas horas depois, o terreno é argiloso e a base vai precisar de drenagem reforçada.
Depois da obra, o teste é ainda mais simples: despeje um balde de água num ponto qualquer e cronometre. Num sistema bem feito, desaparece em segundos. Se ficar à superfície ou se formar uma poça, há algo errado — e é melhor saber isso no dia da entrega do que no primeiro inverno.
Água por baixo e o que ela provoca
Uma base que retém água não causa apenas poças. Mantém a superfície fria e húmida, o que favorece o aparecimento de musgo nas zonas de sombra; degrada o backing de látex; e, em parques infantis com camada amortecedora, reduz a capacidade de absorção de impacto do sistema.
É por isso que a drenagem é a parte da obra onde menos compensa poupar. Ver drenagem e erros comuns na instalação.
Avaliamos a base e dizemos o que é preciso corrigir, mesmo em relvados que não instalámos. Fale connosco pelo WhatsApp ou peça um orçamento.
